Resenha: Guilherme Arantes – Flores & Cores

Lançamento: 25/08/2017
Gênero: MPB, Synthpop, Pop-Rock
Gravadora: Coaxo do Sapo
Produtores: Guilherme Arantes.

O paulista Guilherme Arantes foi um dos responsáveis por contribuir para o surgimento do new-wave no Brasil durante a década de 80. Naquela época, ele lançou vários hits e emplacou mais que artistas como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Nando Reis e Roberto Carlos. Posteriormente, ele influenciou muitos outros cantores da nova geração, incluindo Céu, Curumin, Mano Brown, Tulipa Ruiz e Vanessa da Mata. Ao longo de sua carreira, Guilherme Arantes lançou vinte e quatro álbuns de estúdio, quatro álbuns ao vivo e duas compilações. Em seu novo disco, “Flores & Cores”, lançado em agosto de 2017, ele nos apresentou doze faixas autorais com fortes influências do pop e rock da década de 70 e 80. Ele acertou mais uma vez na escolha do repertório e fórmula, pois manteve a sonoridade pop e radio-friendly lhe rendeu reconhecimento na década de 80. Mesmo com 40 anos de carreira e 64 anos de idade, Arantes continua cheio de vitalidade. Sob uma pegada vintage e nostálgica, ele inicia o álbum com o synthpop de “A Árvore da Inocência”.

Mais uma vez, ele foi apoiado pela mesma banda, formada por Gabriel Martini, Luiz Carlini, Alexandre Blanc e Wily Verdaguer, que gravou o disco anterior, “Condição Humana” (2013). Além deles, Marietta Vital, Luciana Oliveira, Sol Ribeiro e Dani Mariuzzo assumiram os vocais de apoio. Portanto, a maioria das canções possuem a mesmas batidas que marcaram presença no disco citado. Os principais instrumentos que compõem o álbum são a guitarra, violão, baixo, bateria, saxofone, teclado, piano, cordas orquestradas e sintetizadores. O piano é um instrumental de destaque nas baladas “Meu Jardin do Éden”, “Santiago” e no primeiro single, “Semente da Maré”. Uma canção encantadora escrita por Guilherme Arantes muitos anos atrás. “Sou semente da maré / Que na areia cai em pé / Pra correnteza não levar / A imaginação é fértil”, ele canta no refrão. Produzido pelo próprio cantor, “Flores & Cores” possui uma natureza retrô muito atrativa, além de apresentar influências do cancioneiro popular. Liricamente, tudo no álbum possui um tom otimista, ensolarado e positivo. Guiado por uma euforia jovial, “Flores & Cores” possui, certamente, um repertório mais interessante do que “Condição Humana” (2013).

Favorite Tracks: “Semente da Maré”, “A Simplicidade é Feliz” e “Chama de Um Grande Amor”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.