Resenha: Ellie Goulding – Delirium

Lançamento: 06/11/2015
Gênero: Synthpop, Pop, Dance
Gravadora: Polydor Records
Produtores: Klas Åhlund, Jim Eliot, Cark Falk, Fred Gibson, Calvin Harris, Joe Kearns, Chris Ketley, Anders Kjaer, Greg Kurstin, Guy Lawrence, Joel Little, Kristian Lundin, Major Lazer, Max Martin, Jimmy Napes, Ali Payami, Picard Brothers, Laleh Pourkarim, Ilya Salmanzadeh, The Struts, Peter Svensson, Synthomania, Ryan Tedder, Gustaf Thörn e Noel Zancanella.

“Delirium” é o título do terceiro álbum de estúdio da britânica Ellie Goulding, lançado em 06 de novembro de 2015 pela Polydor Records. Antes mesmo de lançá-lo, a cantora afirmou que o seu som era mais orientado para o pop do que seus discos anteriores. Durante uma entrevista, ela disse: “Uma parte de mim vê o álbum como uma experiência para fazer um grande álbum pop. Tomei uma decisão consciente de que queria ir para outro nível. Estou constantemente em um estado de delírio”. E, realmente, o disco é bem mais pop do que estamos acostumados a ouvir de Ellie Goulding. Quando ela lançou o seu primeiro álbum em 2010, apresentou-se como uma artista de folk-pop e eletrônica. Ela tornou-se grande dentro do Reino Unido e começou também a conquistar bons números no resto da Europa e Estados Unidos. No momento em que seu segundo álbum, “Halcyon”, foi lançado, tudo ainda parecia pessoal, porém, com produções e refrões maiores. Para o relançamento do “Halcyon”, no entanto, ela e sua equipe decidiram ir para uma sonoridade mais pop, como ouvimos no single “Burn”.

Seguindo pelo mesmo caminho, o álbum “Delirium” apresenta uma sonoridade pop grandiosa, mas que, em alguns momentos, peca pela falta de originalidade. A cada lançamento, Goulding parece estar aventurando-se cada vez mais longe de sua zona de conforto. Uma das partes boas disso tudo é que ela acabou tentando fazer algo de novo com esse trabalho. Um álbum pop completo, construído com auxílio de alguns dos maiores produtores e compositores da indústria. Felizmente, na maior parte do tempo, ela manteve-se fiel aos seus instintos artísticos, mesmo tentando algo diferente do seu habitual. Ellie Goulding possui uma das vozes mais distintas da atual indústria pop, é arejada e rouca o suficiente para seduzir. Alguns podem achar que ela está se vendendo com esta nova direção musical, enquanto outros podem apenas achar uma jogada inteligente. Ela entrou no estúdio com a mentalidade de fazer um álbum que poderia ser maior do que os seus anteriores. “Delirium” é, nada menos, do que um álbum enorme, formado por 16 faixas na edição padrão, com um som maciço e poderoso esculpido por produtores de peso, como Max Martin, Klas Åhlund, Greg Kurstin e Ryan Tedder.

Mas não se engane, Ellie sempre foi um estrela pop. Não uma popstar tradicional, como Rihanna, Taylor Swift ou Katy Perry. Ela não faz coreografias, não veste roupas particularmente provocantes ou preenche seu palco com adereços elaborados, entretanto, não deixa de ser uma estrela pop. Após o sucesso do “Halcyon Days”, uma série de colaborações EDM com Calvin Harris, Zedd e Major Lazer, bem como o enorme sucesso de “Love Me Like You Do”, Ellie decidiu abraçar de vez a música popular. Apesar de ser uma mudança sonora, “Delirium” ainda é um álbum de Ellie Goulding. Seus vocais distintos e letras pessoais, ainda estão presentes. Seu vibrato de assinatura consegue fazer certas canções genéricas soarem mais próximas do seu nicho. O disco é bem-sucedido quando consegue captar o som etéreo que faz a música de Goulding ficar em outro nível além do pop comum. Suas letras evocativas ainda continuam canalizando seus temas amorosos emocionalmente tangíveis. A única coisa intrigante sobre o álbum, para mim, é a escolha de “On My Mind” como primeiro single. Pois é, particularmente, uma faixa sem inspiração e, talvez, a música que menos encaixa-se no registro.

É uma canção pop e eletropop, com uma instrumentação constituída por guitarras, tambores trap, batidas afiadas e elementos eletrônicos sincopados. Liricamente, a música fala sobre uma conexão com alguém e apresenta uma dicotomia entre o coração e a mente. Embora Goulding tenha negado firmemente, muitos críticos consideraram este single como uma resposta para a canção “Don’t” de Ed Sheeran. Caso você não esteja familiarizado com a história, há rumores de que “Don’t” foi escrita com base em um relacionamento com Goulding. Na canção, Ed Sheeran fala sobre alguém que o traiu com um amigo e tudo indica que esse alguém é a própria cantora. “On My Mind” começa com um riff de guitarra que ecoa sincopado, seguido de um som eletrônico que serpenteia por todo caminho. É uma música um pouco crua, que não faz uso de nenhuma batida de sintetizador como na maioria das músicas do “Halcyon Days”. É uma pista pop que também acena para o R&B durante os versos, enquanto o refrão é apenas formado pela repetição acelerada da frase: “I got you on my mind”. Goulding já provou anteriormente que é capaz de criar refrões repetitivos e ainda assim atraentes como, por exemplo, em “Anything Could Happen”.

Entretanto, em “On My Mind” isto ficou um pouco maçante. Essa receita não funcionou aqui, uma repetição constante que, para ser franco, soa um pouco preguiçoso e carente de criatividade. Nem mesmo a posterior adição da frase “You think you know somebody” no segundo refrão foi suficiente para salvá-lo. Os versos e pré-refrão não são ruins, eles conseguem fornecer algo mais interessante que o próprio refrão. “De repente, eu estou em um hotel com você / Falava num tom profundo, como se fosse um louco amor / Você queria meu coração, mas só gostei de suas tatuagens”, ela canta ao lembrar do ex-namorado. Em outro momento ela diz: “Você não brinca com amor, brinca com a verdade / E eu sei que não deveria dizer isto / Mas meu coração não entende”. As letras lidam com algo do passado, enquanto a história é pessoal e bem direta. Porém, ao mesmo tempo, seu lirismo não chega a ser brilhante por conta da melodia sem graça. Felizmente, a sua performance vocal continua agradável. Após uma introdução dramática intitulada “Intro (Delirium)”, o álbum começa oficialmente com a faixa “Aftertaste”. Essa possui uma grande carga de energia que capta a sua atenção, por conta das melodias e batidas contundentes.

Ellie Goulding

Um esforço tingido de disco music, que não soaria fora do lugar em algum dos seus álbuns anteriores. É puramente pop, mas com um toque especial de euforia indie. O refrão e ponte desta faixa são bastante vibrantes, mas, a sua maior força é encontrada nos equilibrados vocais. Liricamente, a cantora evidencia o fim de um relacionamento, mas sabendo que os sentimentos um pelo outro permanecerão intactos (“Eu sei que não há nada que eu possa fazer para você ficar / Mas uma coisa eu sei que sempre permanecerá / E isso é o sabor”). Com uma certa ranhura no seu passo, “Aftertaste” funciona como uma forma de ligar o passado de Goulding a sua atual trajetória musical. Este mesmo som geral permanece na faixa seguinte, “Something In the Way You Move”. Lançada como segundo single do álbum na América do Norte, esta é uma canção eletropop de ritmo up-tempo. Esta é ainda mais excitante que a faixa anterior, principalmente, por causa do seu refrão reminiscente dos anos 1980. O mesmo, a propósito, possui grandes semelhanças com o de “Love Me Like You Do”. A sua base e progressão são praticamente idênticas. Com uma entrega vocal vibrante, de marca registrada de Ellie Goulding, a música fornece boas melodias e uma composição em êxtase. Um completo banger pop.

Sua letra é muito relacionável, conforme ela canta sobre a dificuldade de esquecer alguém. “Algo na maneira como você se mexe / Com você, nunca curarei / Essa dor no coração completamente”, ela canta inicialmente. “Keep On Movin'”, por sua vez, é de longe a faixa mais experimental do álbum. Influenciada por dancehall, a mesma faz uma mistura de assobios, batidas de palmas e sintetizadores, onde tudo acontece ao mesmo tempo, porém, de uma forma bem gratificante. Co-escrita por Ryan Tedder e Nicole Morier, essa sedutora canção é uma das mais intrigantes e interessantes do álbum, onde Goulding desliza em torno de uma batida sexy e infecciosa. É evidente que a britânica tentou desviar-se um pouco do seu som, com este título, a fim de diversificar a sua sonoridade. A entrega vocal aqui é controlada e o conteúdo lírico atraente. “Você pode me machucar, eu encontrarei outro / Você pode me amar, será o meu amante / Feliz na chuva ou no trovão / Querido, eu continuo / Eu continuo, continuo, eu só continuo dançando”, uma ode à seu atual momento. Na sequência, o up-tempo e saltitante “Around U” aparece imediatamente e entrega uma mistura de diferentes ideias, sons e motivações.

Aqui, ela fala sobre apenas querer passar seu tempo com a pessoa que ama: “Eu só quero estar perto de você / Isso é pedir demais? / Quando eu olho em seus olhos / Rapaz, eu estou me sentindo delirante / Mas você sabe que isso é sério / Eu estou me prendendo a você como cola”. É, possivelmente, uma faixa destinada a seu namorado Dougie Poynter (baixista da banda McFly). Um pop-bubblegum no seu melhor, pois é atraente, bem produzido e elegante o suficiente. O álbum vem a ser concretizado com a faixa “Codes”, uma canção pop com cara de rádio-hit infalível. Ela começa com uma batida pesada, intrigante e, posteriormente, entrega uma batida de sintetizador mais obscura. Seu som saltitante é firmado principalmente no refrão, enquanto Goulding possui uma entrega vocal clara e vulnerável. Seu lirismo permanece praticamente inalterado e é, basicamente, um relato sobre um romance frustrado (“Diga-me preto e branco / Por que eu estou aqui esta noite / Eu não posso ler os sinais / Pare de falar em códigos, parar de falar em códigos / Deixe-me saber o que está acontecendo”). Em seguida, temos uma estranha mistura de gospel e música eletrônica durante a faixa “Holding On for Life”.

Produzida por Greg Kurstin, essa canção possui arranjos muito interessantes, uma batida cativante e um atraente coro de apoio. A entrega irregular da faixa é eficaz, conforme Ellie Goulding informa os ouvintes sobre um amor à beira de acabar. “Você e eu apenas / Estranhos na noite / Desistindo da luta / Esperando para inflamar / Segurando sua vida”, ela canta durante o refrão. Impulsionada por um piano e sintetizadores, a produção de apoio, por muitas vezes, parece ser demais para a cantora, entretanto, seus vocais soam emocionantes como de costume. Produzida por Max Martin e Ali Payami para a trilha sonora do filme “50 Tons de Cinza”, a nona faixa é o hit “Love Me Like You Do”. Foi escrita por Max Martin, Savan Kotecha, Ilya Salmanzadeh, Ali Payami e Tove Lo, e lançada em janeiro de 2015, pela Republic Records, como segundo single da soundtrack. Ao ser lançada, em janeiro de 2015, a música recebeu muitos elogios dos críticos internacionais, que aplaudiram os vocais de Goulding e sua produção. E, realmente, os vocais da cantora estão lindos aqui, o que colaborou muito para a criação de uma bela canção.

“Love Me Like You Do” é sensual, sólida e um complemento grandioso se tratando do assunto do filme em questão. Goulding consegue soar doce, mesmo quando está interpretando algo mais ousado. A música, assim como sua performance vocal, percorre um alto brilho e assume um romance através de estrondosas batidas e densos sintetizadores. Musicalmente, é uma balada synthpop inspirada por uma sonoridade oitentista que, em alguns momentos, nos remete a algo como “Forever Young” (Alphaville) e algumas baladas de Phil Collins. Ellie consegue pisar magistralmente entre a delicadeza e força do seu desempenho vocal. O resultado foi absolutamente grandioso, conforme ela canta: “You’re the light, you’re the night / You’re the color of my blood / You’re the cure, you’re the pain / You’re the only thing I wanna touch”. Liricamente, a música possui seus clichês e não é complexa como outras canções de amor. Ela usa uma fórmula que, obviamente, abusa de metáforas para descrever o quão grande é a sua paixão. Uma canção sobre o amor óbvio, mas que realmente amplifica o que poderia, facilmente, ser uma balada genérica.

O refrão, apesar de repetitivo, funciona super bem e é muito grudento, pois conforme vai ficando cada vez mais alto, tende a agradar ainda mais. O álbum desvia-se do seu habitual quando a faixa “Don’t Need Nobody” surge através de auto-falantes, algo que não soa acidental, mas sim intencional. Em torno de uma batida de R&B e estalar de dedos, Ellie Goulding recusa-se a ceder a solidão, cantando: “Eu não preciso de ninguém, preciso de ninguém, mas / Eu não preciso de ninguém, preciso de ninguém além de você”. Essa faixa possui um sintetizador atroz e uma batida feroz, do qual a cantora tenta combinar com o seu canto. Entretanto, o sintetizador atonal misturado com sua entrega nasal, forma algo um pouco irritante. “Don’t Need Nobody” não é, necessariamente, uma canção ruim, porém, também não é um destaque dentro do álbum. A décima faixa, “Don’t Panic”, ganhou elogios de inúmeras publicações por servir como um retrocesso adequado que aponta para o início da carreira de Ellie Goulding. Aqui, ela reafirma a seu namorado que não é porque o relacionamento deles teve alguns problemas, que o amor de ambos irá acabar. Há uma sensação de dor em sua delicada performance vocal, no entanto, ela ainda mantém as coisas otimistas.

Ellie Goulding

Embora o tema de romance seja comum para álbuns pop, Goulding dá uma rotação original e hipnotizante para ela, ao optar por letras simples e significativas. Também produzida por Greg Kurstin, é uma canção agradável e cintilante, que passeia vagamente por sons oitentistas e pulsações synthpop. Ellie Goulding dificilmente tropeça, mas isso acontece logo em seguida, durante a faixa “We Can’t Move To This”. Com uma batida inflável e uma melodia diferenciada, essa faixa é praticamente uma confusão sonora. Aqui, a voz da cantora não está no centro das atenções e é completamente abafada ao competir com a produção intencional. Por mais que o estranho refrão seja grudento, a única coisa que ainda destaque-se é o seu conteúdo lírico. Produzida por Max Martin e Ali Payami, a faixa treze, “Army”, foi lançada como segundo single do álbum no Reino Unido. Ela fala sobre a melhor amiga da cantora, uma carta simples, verdadeira e doce. Aqui, Ellie transborda de gratidão: “Eu sei que sempre fui problemática / Você nunca me deixou desistir / Todas as noites e as brigas / E o sangue, e os fins de namoro / Você sempre teve que acalmar as coisas / Eu sou a dor, sou uma criança, eu tenho medo / E ainda assim você me entende / Como ninguém”.

A música olha para trás, a fim de resgatar momentos de uma amizade da adolescência. “Army” é, inegavelmente, um dos destaques do álbum. Quando Ellie Goulding disse que queria fazer um “grande álbum pop”, a inclusão de uma canção como essa era praticamente inevitável. Com um tom ofegante e ambiente mais lento, quase de uma balada, esta faixa apresenta as boas habilidades vocais da cantora. Através de uma batida poderosa e uma fórmula já experimentada ao lado de Max Martin, essa canção ilustra muito bem o poder de Ellie Goulding. Inicialmente lançada como single promocional, a maravilhosa “Lost and Found” foi escrita por Ellie Goulding, Carl Falk, Max Martin, Laleh Pourkarim e Joakim Berg. É um hino pop formado por um dedilhar, à base de uma guitarra, que combina perfeitamente elementos de folk e música eletrônica. É, sem dúvida, uma das melhores faixas de todo o registro. Uma verdadeira ode à suas origens musicais, entregue de forma inocente, honesta e coesa. Com certeza, é uma canção que agradou seus mais devotos fãs, pois é nostálgica, emocional, oferece um aceno lírico introspectivo e é o momento mais fiel às suas raízes.

Aqui, uma maior atenção também é dada a seus vocais e prova o quanto Ellie é uma cantora talentosa. A progressão de batidas e acordes é apenas o apoio apropriado para acompanhar a sua narrativa, que detalha os primeiros dias de uma relação amorosa. “Há alguém aí me esperando a caminho? / Se esse alguém for você, eu só quero dizer / Hoje a noite, nada vai nos derrubar / Hoje a noite, estamos nos achados e perdidos”, ela canta no refrão. “Devotion”, co-escrita por Klas Åhlund, Ali Payami e Wrabel, é outra esforço hipnótico desse disco. Essa música brinca com elementos folk, enquanto os mistura com EDM. Essa combinação poderia ter sido um desastre, porém, Goulding consegue reverter isso. Em alguns momentos ela soa estranha, por conta da batida ser demasiada pesada e complexa para fundir-se com elementos folclóricos. Mas, no geral, é uma experimentação que deu certo. A cantora soa robótica e nos remete a imagens da cena dance dos anos 90. A sutil guitarra acústica consegue preencher o espaço extra da música, enquanto as outras influências dão uma qualidade intrigante para o seu ambiente geral. A britânica canta sobre ser obsecada por seu novo amor, bem como não consegue pensar em qualquer outra coisa (“Porque isso é devoção, estou perdida / Você é o único que eu vejo / Nossos corpos em movimento, eu estou presa / Flutuante em sua gravidade”).

A edição padrão do álbum fecha com “Scream It Out”, uma canção que incorpora a identidade de hino que paira, muitas vezes, sobre o projeto. Essa faixa simboliza o que Ellie está tentando fazer com este álbum como um todo. Impulsionada por um piano e estrondrosas batidas de tambor, a pista em si é, realmente, muito boa de se ouvir e uma agradável maneira de encerrar o repertório. Seu refrão é alto, grande e glorioso, e serve como um adeus para o passado e um passo decisivo para o futuro: “Eu acho que vou deixar que o destino me leve para casa / Porque a dor acabou, o amor está superado”. A canção mostra uma artista que olha para trás em sua própria vida, dizendo a si mesma que vai ficar tudo bem ao deixar a raiva e frustração no passado. “Delirium” é uma mistura complexa de produções bem organizadas de uma artista indie-pop que esforça-se para ser uma poderosa estrela pop. Ellie Goulding sempre se destacou no meio da multidão, em grande parte, por conta do seu charmoso e sensual timbre vocal. Com sua tentativa de fazer um grande álbum pop, o resultado foi um quinhão de produções cativantes, capazes de atrair a atenção de qualquer ouvinte.

A primeira metade do álbum é bem forte, uma série de faixas que se adequam perfeitamente aos vocais de Ellie, especialmente, nos casos de “Something In the Way You Move”, “Keep On Dancin'” e “Around U”. Enquanto a segunda é ainda mais poderosa ao entregar verdadeiros hinos como “Love Me Like You Do”, “Army” e “Lost and Found”. A maioria das canções são realizadas a níveis elevados, graças ao amadurecimento da cantora e das infecciosas batidas, que a permitem refletir sobre o seu passado pessoal e profissional, a fim de dar um passo a frente para um futuro brilhante. Na maioria das músicas os vocais estão bons e mostram o seu alcance e autenticidade. Para a maior parte, no “Delirium”, Ellie Goulding encontrou o ponto ideal entre as atuais tendências da música pop e a experimentação. Este álbum pode, portanto, ser definitivamente descrito como experimental. Algumas pessoas podem dizer que Ellie está lentamente perdendo sua identidade musical. Mas, talvez, é exatamente a música pop que irá fazê-la ser uma artista mais completa. É esperar para ver.

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Favorite Tracks: “Something In the Way You Move”, “Love Me Like You Do”, “Don’t Panic”, “Army”, “Lost and Found”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.