Resenha: Dua Lipa – Dua Lipa

Lançamento: 02/06/2017
Gênero: Pop
Gravadora: Warner Bros. Records
Produtores: Axident, Big Taste, Lorna Blackwood, Digital Farm Animals, James Flannigan, Grades, Emile Haynie, Ian Kirkpatrick, Stephen “Koz” Kozmeniuk, Jon Levine, Miguel, Cameron Gower Poole, Larzz Principato, Bill Rahko, Jay Reynolds, Suzy Shinn, Jack Tarrant, Ten Ven, TMS, Greg Wells, Eg White e Andrew Wyatt.

Dua Lipa é uma cantora recém-chegada que já fez um nome para si na música mainstream. Nascida em Londres, Inglaterra, ela começou sua carreira como uma personalidade do YouTube. Lipa publicava vídeos musicais interpretando canções de Christina Aguilera, Rihanna, P!nk e Nelly Furtado. Em 2015, ela foi descoberta pela Warner Bros. Records e assinou um contrato com a gravadora. Lançado em 02 de junho de 2017 e composto por doze faixas, “Dua Lipa” é o seu primeiro álbum de estúdio. Antes mesmo do disco ser lançado, oito faixas já haviam sido divulgadas anteriormente. Felizmente, Dua Lipa compensou isso criando outras ótimas faixas nunca ouvidas antes. A confiança de Dua Lipa é um recurso que não pode ser diminuído, e isso é claramente potencializado nesse registro. O álbum faz um equilíbrio perfeito de pop up-tempo contemporâneo com uma mudança de ritmo, onde Dua Lipa mostra o potencial de sua voz. Mesmo com tantos atrasos, Lipa conseguiu lançar um LP recheado de boas canções. Ela é uma vocalista versátil e cheia de atitude, portanto, este álbum pode ser o início promissor de uma carreira duradoura. A faixa de abertura, “Genesis”, por exemplo, destaca-se porque serve como uma introdução ideal para a cantora. Ela possui batidas percussivas e espaçosas, versos apertados e um forte refrão. O seu sabor R&B é intercalado com letras que falam sobre o fim de um relacionamento. “Lost In Your Light”, com Miguel, é um grande destaque inicial, uma canção eletropop, synthpop e dance-pop incrivelmente cativante.

Os vocais de apoio de Miguel foram o complemento ideal para colocar Dua Lipa no centro do palco. O quarto single, “Hotter than Hell”, por sua vez, é uma canção EDM com influências do tropical-house. Uma faixa cativante que, sonoramente, rivaliza com “Scared to Be Lonely”, a colaboração de Dua Lipa com Martin Garrix. O synthpop “Be the One” possui uma entrega vocal apaixonada e emocionante, enquanto é complementada por melodias de sintetizador flutuantes. Para muitos, foi essa canção que colocou Dua Lipa no centro das atenções. E, quase dois anos depois, ainda continua sendo uma das faixas mais atrativas e sedutoras do repertório. Em seguida, “IDGAF” fornece um tom vulnerável, tons de guitarra acústica e algumas mensagens importantes para os mais jovens. Aqui, Dua Lipa fica assertiva ao lado de uma melodia empolgante e alguns elementos de hip-hop. Também lançada como single, “Blow Your Mind (Mwah)” é um número eletropop suave e um dos mais excitantes do álbum. Uma canção irresistível, com influências de nu-disco e percussão orientada. Ela é seguida pela lenta e dramática balada de piano “Garden”, que oferece um possível novo território sonoro para Dua Lipa. Nessa belíssima música, a cantora compara o fim de um relacionamento com o abandono do jardim do Éden. Na próxima faixa, “No Goodbyes”, a voz de Dua Lipa aparece reflexiva e no seu registro mais baixo. Essa canção prejudica o som otimista do álbum, mas destaca um lado profundo e vulnerável de Dua Lipa.

Assim como em “No Goodbyes”, há um verdadeiro desgosto sobre as melodias reconfortantes de “Thinking ‘Bout You”. Uma música diferenciada devido a sua instrumentação acústica orientada por uma guitarra. O ritmo agitado das primeiras faixas surge novamente no eletropop “New Rules”. Em termos de produção, além de ser uma das faixas mais radiofônicas, é a mais ousada do registro. Suas melodias otimistas são intercaladas com fortes batidas EDM e tropical-house. Assim como “New Rules”, “Begging” garante que as melodias otimistas continuem aparecendo. Uma balada dance-pop e R&B que aparece antes da última faixa, intitulada “Homesick”. Essa canção é uma bela colaboração com Chris Martin do Coldplay. Uma balada de piano crua e linda, com um tema universal e facilmente relacionável. Martin serve como apoio vocal e dá espaço para Dua Lipa realmente brilhar. Ao longo de doze faixas, o álbum mostra a força mais fundamental de Dua Lipa, ou seja, a singularidade de sua voz. Tudo se resume ao modo como o seu tom rouco se move através dos instrumentais. E ter um timbre tão distinto não impede que ela tenha um alcance musical considerável. Dua Lipa consegue ser bastante consistente e, para um álbum composto de singles de quase dois, é surpreendentemente coeso. Em todas as faixas, Lipa entrega um som pop consistente e prova que existe uma razão pela qual ela recebe tantos elogios. Com as suas próprias músicas, a maioria das quais co-escreveu, ela é agora uma cantora/compositora por seu próprio direito.

Favorite Tracks: “Lost In Your Light (feat. Miguel)”, “Be the One” e “New Rules”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.

  • Geovane Marques

    Meu site favorito de críticas musicais! ❤

    • Leo

      É muito bom ler isso! Obrigado Geovane <3