Resenha: Drake – Views

Lançamento: 29/04/2016
Gênero: Hip-Hop, R&B, Dancehall
Gravadora: Young Money / Cash Money / Republic Records
Produtores: Aubrey Graham, Noah “40” Shebib, Allen Ritter, Axlfolie, Boi-1da, Brian Alexander Morgan, Cardiak, Cardo, Cubeatz, Daxz, Di Genius, DJ Maphorisa, Stwo, Frank Dukes, Hagler, Jordan Lewis, Jordan Ullman, Kanye West, Maneesh Bidaye, Metro Boomin, Murda Beatz, Nineteen85, OZ, Ricci Riera, Sarz, Sevn Thomas, Southside, Supa Dups, The Beat Bully, Vinylz, Wizkid e Yung Exclusive.

O canadense Drake teve sua grande estreia em 2009, com o EP “So Far Gone” e o grande hit “Best I Ever Had”. Naquele ano, ele apresentou-se como um rapper que também cantava, algo que artistas como Lauryn Hill e Missy Elliott já fizeram. Além de suas músicas, Drake também era singular em sua confiança, fluxo e personalidade. Desde o sucesso do seu primeiro álbum, “Thank Me Later”, ele tornou-se um dos rappers mais populares e influentes do mainstream. Conforme os anos foram passando, ele crescia cada vez mais como artista. A começar pela melancolia requintada de “Take Care” e a beleza rara de “Nothing Was the Same”. A consistência de seus raps, a intensidade do seu canto, as batidas mais pesadas e a versatilidade no ritmos de suas músicas, o levaram ao estrelato. Seus álbuns costumam ser íntimos e precisos, devido, em grande parte, aos seus produtores, liderado por Noah “40” Shebib. A trajetória de Drake atingiu um pico durante 2015, com o lançamento da excelente mixtape “If You’re Reading This It’s Too Late” e do single “Hotline Bling”.

Em 29 de abril de 2016, ele lançou o “Views”, o quarto álbum de sua carreira. Pode-se dizer que é o seu registro mais bem sucedido nas paradas musicais, até a presente data. Estreou em #1 na Billboard dos Estados Unidos, com cerca de 852 mil cópias vendidas, e já encontra-se há sete semanas no topo. “Views” foi premeditado para ser um grande álbum, desde quando recebia o título de “Views from the 6”. Em questão de comprimento, é realmente grande, uma vez que possui 20 faixas e 81 minutos de duração. Musicalmente, o registro não é inovador, porém, um pouco diferente dos seus últimos trabalhos. Uma coisa boa de se apreciar no “Views” é a sua diversidade muito bem distribuída. Pode não ser o melhor álbum do Drake, mas ainda possui um som maduro e bastante destemido. Podemos classificá-lo como a representação da criatividade dele como artista. Na faixa de abertura, “Keep the Family Close”, Drake canta sobre a lealdade de familiares e amigos. Ele aborda alguns problemas de confiança que teve nos últimos anos, com pessoas que diziam ser seus amigos.

A música e todo o seu drama, são construídos lentamente sob a produção do, relativamente desconhecido, Maneesh Bidaye. “E é tudo porque você escolheu um lado / Você deveria colocar o seu orgulho de lado e montar pra mim / Acho que não era tempo / E, claro, você foi e escolheu um lado / Que não era o meu”, ele canta na ponte. A produção desta música é bem diferente de qualquer coisa que Drake já fez antes. Sons de ventania e uma voz feminina a introduzem, antes de cordas orquestrais e poderosos tambores aparecerem. A mixagem e masterização de “Keep the Family Close” é realmente esplêndida, da mesma forma que a produção geral ficou grandiosa. A segunda faixa, intitulada “9”, é basicamente uma homenagem à Toronto, cidade natal de Drake. O rapper admite sua paixão pela cidade, afirmando que, se necessário, morreria por ela (“Eu tomei uma decisão na noite passada que eu morreria por isso”). Mais tarde, ele afirma: “Eu virei o seis de cabeça para baixo, agora é um nove”. Essa linha refere-se à marca de número seis que ele apresentou como título inicial para o disco.

Aqui, os tambores dão uma vibração mais energética para a música. Produzida por seu parceiro de longa data, Noah “40” Shebib, essa canção é atmosférica e explora o seu espaço através de um cativante sintetizador. Além disso, temos uma amostra de “Dying”, música do cantor de dancehall Mavado. Em “U with Me?”, co-produzida por Kanye West, Drake questiona a lealdade de sua garota. Conforme a música progride, ele começa a se perguntar se ela realmente o ama. Seu fluxo é enfático e pensativo, mas segue de forma constante e garante um som bem sólido. Essa canção possui uma batida muito boa e é uma típica faixa do rapper, principalmente pela influência R&B. Para completar, “U with Me?” ainda possui sample de “What These Bitches Want” e “How’s It Goin’ Down” do rapper DMX. Porém, o inesperado acontece no último verso, quando a canção muda seu tom e traz novas emoções. “Feel No Ways”, por sua vez, possui um ritmo bastante incomum dentro do catálogo do rapper. É uma das faixas que mais possui canto, em vez de rap.

“E agora você está tentando / Me fazer sentir dessa maneira, de propósito”, Drake canta, enquanto relembra um relacionamento do passado. Produzida por Jordan Ullman, um dos reponsáveis pelo hit “Hold On, We’re Going Home”, essa canção baseia-se em uma batida de tambor, chimbal, teclados cintilantes, sintetizadores e uma amostra de “World’s Famous” (Malcom McLaren). A produção geral é alegre, suave e possui um tom retrô maravilhoso. Sobre uma batida de Boi-1da e Nineteen85, Drake se mostra agressivo em um banger intitulado “Hype”. Essa faixa poderia até ser encaixada na mixtape “If You’re Reading This It’s Too Late”, pois a batida é densa e o rap bem sólido. “Hype” é uma inevitável diss-track direcionada a Meek Mill, que traz algum equilíbrio para o álbum. “Views já é um clássico”, Drake declara ostensivamente. Em outro momento, sua ira é claramente destinada a Meek Mill: “Eu não fico sem material / Você não deve falar de mim, período / Você tenta dar o seu lado da história”. Em termos de fluxo e letras, “Hype” é semelhante a faixas como “Back to Back” e “Summer Sixteen”.

Drake

A sexta faixa, “Weston Road Flows”, é sobre onde Drake cresceu em Toronto, Canadá. Nesta canção, o rapper aborda a sua infância e reflete sobre suas origens, sob o sample de “Mary’s Joint” de Mary J. Blige. Uma vez que foi produzida por Noah “40” Shebib, essa música é, presumivelmente, uma das mais cativantes do álbum. Sempre que Drake e 40 vão para o estúdio juntos, algo grande costuma acontecer. Aqui, ele se mostra bem confortável e disserta sem grandes esforços, sob a amostra contínua de “Mary’s Joint”. “O rapper mais bem-sucedido com 35 ou menos”, ele se gaba, enquanto o clima é divertido e nostálgico. Também produzida por 40, “Redemption” é uma música de R&B lenta, introspectiva, honesta e, na maior parte, cantada. É uma faixa construída lentamente, onde encontramos o rapper expressando suas emoções sobre relacionamentos do passado. Uma canção pura, simples e uma bela mistura de canto e rap. A forte batida de tambor, as letras, o rap e melodia, são os destaques. No último verso, Drake chega a mencionar o nome de algumas ex-namoradas.

Assim como a faixa anterior, em “With You” Drake relembra um relacionamento que teve com uma ex-namorada. O artista da OVO Sound e amigo de Drake, PARTYNEXTDOOR, o auxilia de forma muito cativante. Jeremih também é utilizado como recurso, porém, não recebe créditos no título da música. Sua atmosfera noturna, criada em cima de sintetizadores, tambores, palmas e estalar de dedos, foi produzida por Nineteen85 e Murda Beatz. A percussão geral é muito densa e semelhante às colaborações anteriores entre ambos artistas. O refrão é bastante simples e fala sobre a vontade de passar mais tempo com a namorada (“É sobre nós agora, garota, onde você vai? / Eu estou com você”). Em seguida, “Faithful” abre com uma ligeira amostra vocal de Amber Rose, antes de apresentar um verso do falecido Pimp C (co-fundador do duo UGK). O duo dvsn (Daniel Daley e Nineteen8), da OVO Sound, também aparece na canção. “No meu caminho do estúdio, então vamos se despir / Vamos fazer as coisas que dizemos no texto”, Drake diz no segundo verso.

Mais uma vez, o rapper rima de forma milenar sobre uma determinada garota. “Faithful” mistura a dinâmica dos artistas com uma produção R&B reminiscente da década de 90. Todos os três fornecem seus respectivos estilos para a música, dando-lhe uma sensação bem refrescante e agradável. “Still Here”, décima faixa, é uma canção borbulhante e estática, onde Drake recita continuamente. A batida dessa música poderia, facilmente, fazer parte da mixtape “What a Time to Be Alive”. Aqui, seu tom de voz soa áspero e caminha ao lado de uma batida trap co-produzida por Noah “40” Shebib. É uma canção poderosa, enfatizada pelo bom fluxo de Drake e um interessante drop na batida. A próxima faixa, “Controlla”, tem tudo para se tornar outro hit de Drake, caso seja lançada como single. A canção está conseguindo uma boa audiência nas rádios e serviços de streaming, antes mesmo de obter qualquer divulgação. Não é para menos, visto que é uma música cativante e muito radio-friendly. Onze pessoas possuem créditos na escrita, mas, no geral, a produção é muito decente.

É um dancehall arejado, que nos remete à batida de “Hotline Bling”. Drake canta com um sotaque convincente, enquanto faz uso do sample de “Tear Off Mi Garment” do jamaicano Beenie Man. O smash hit “One Dance”, com vocais do nigeriano Wizkid e da britânica Kyla, aparece logo em seguida. Ela foi produzida por Nineteen85, DJ Maphorisa, Noah “40” Shebib, Wizkid e Sarz, e possui amostras de “Do You Mind?” (Crazy Cousinz Remix) de Kyla. É uma forte candidata para posto de melhor música do “Views”. “One Dance” possui uma forte vibração dancehall e uma atraente amostra vocal. Da mesma forma, possui uma batida de estilo caribenho semelhante a “Work”, sua colaboração com Rihanna. Apesar da melodia de “One Dance” ser um pouco diferente do habitual catálogo de Drake, o seu tom emocional nos remete ao álbum “Thank Me Late”. A fusão de afrobeat, encomendada por Wizkid, com o dancehall, torna-se um pouco repetitiva ao longo de sua duração. Entretanto, dificilmente você encontra alguma falha nesta canção.

“One Dance” começa com um instrumental muito interessante, com forte apoio do piano, ao lado do desempenho vocal de Kyla. Em seguida, isso é substituído por uma batida de tambor e alguns murmuros de Drake. O vocal do rapper nesta canção impressiona, enquanto o mesmo pode ser dito dos backing vocals. A batida afrobeat é incrivelmente contagiante e estelar. O retrabalho das amostras vocais de Kyla em “Do You Mind?”, por sua vez, são incríveis e se encaixam perfeitamente à música. Na faixa “Grammys” Drake rima de forma dura, ao lado do seu parceiro Future. A excelente batida, fornecida por Southside, Cardo e 40, é algo já utilizado por eles na mixtape “What a Time to Be Alive”. Esta é, provavelmente, uma das poucas faixas onde o rapper não fala sobre alguma garota. Drake já ganhou um Grammy Award, entretanto, Future se quer foi indicado em alguma categoria da premiação. Nesta música, eles demonstram confiança e deixam bem claro que não é necessário ganhar algum prêmio, para serem bem sucedidos no hip-hop.

A faixa “Childs Play” é puro entretenimento e marcha através de um baixo e uma boa percussão. Produzida por 40 e Metro Boomin, esta canção mostra Drake em seu estado mais sincero. “Por que você tem que lutar comigo no Cheesecake / Você sabe que eu amo ir para lá”, ele diz no segundo verso. O canadense expressa alguns pensamentos errados sobre as mulheres, no entanto, a batida, canto e rap, são bem cativantes. Além disso, sob a amostra de “Rode That Dick Like a Soldier” (Ha-Sizzle), ele apresenta versos mais melódicos. “Pop Style”, com os rappers Jay-Z e Kanye West (creditados como The Throne), foi lançada como single no mesmo dia que “One Dance”. Embora seja a primeira vez que os três rappers aparecem juntos na mesma faixa, a versão do álbum conta apenas com versos de Drake. Felizmente, a intenção em omitir os vocais de Jay-Z e Kanye West no álbum, não foi uma tentativa de transformar isso em uma diss-track ou shade. “Pop Style” é uma canção forte e decente, entretanto, não é o maior destaque do disco. Não é algo tão diferente de qualquer coisa que Drake já lançou antes.

Drake

E, para ser honesto, a faixa solo não ficou tão diferente da versão single, pois a contribuição do The Throne é bastante limitada. Dito isto, a ausência dos dois deu uma nova vibração para a música, pois permitiu Drake se destacar ainda mais. Liricamente, mais uma vez, o canadense se gaba do seu sucesso: “Largamos a escola, agora somos ricos e burros / Isso parece uma daquelas besterias de 431 / Tudo que meus parceiros querem é o estilo pop”. O fluxo de “Pop Style” é bem simples e fácil, tanto que Drake se saiu muito bem sozinho. O instrumental é uma das coisas mais impressionantes, pois é bem obscuro e ameaçador. A batida é narcótica, contundente e, igualmente ao sintetizador e baixo estridente, é provavelmente a mais escura de todo o “Views”. “Sou bom demais para você / Você não dá valor ao meu amor”, Drake e Rihanna cantam juntos em “Too Good”. Essa canção possui a batida mais cativante de todo o álbum. Não é tão sexy quanto “Work”, mas, por outro lado, é hipnótica e parece uma continuação de “Take Care”.

“Too Good” canaliza um dancehall leve e encantador, e mostra novamente a impressionante química dos dois. É uma música sobre como duas pessoas se sentem em relação ao namoro. Os vocais de ambos demonstram uma suavidade provocante, enquanto Drake ainda se arrisca no espanhol. No final de tudo, ainda temos um sample pegajoso de “Love Yuh Bad” do cantor jamaicano Popcaan. “Summers Over Interlude” possui apenas 1:46 de duração, porém, é uma das melhores coisas deste álbum. É um pequeno e lindo interlúdio, protagonizado pelo cantor Majid Al Maskati, do duo Majid Jordan. É uma faixa suave, sedutora, dramática e glamorosa. Além de servir como um interlúdio, ela apresenta uma boa guitarra elétrica e um belíssimo vocal. Assim como grande parte do álbum, “Summer Over Interlude” é uma boa vitrine para outro artista da gravadora de Drake, a OVO Sound. “Fire & Desire”, por sua vez, é uma canção de R&B que coloca uma mulher como foco principal. “Você é uma mulher real e eu gosto / Eu não quero lutar contra isso”, Drake canta sobre uma batida melódica e sintetizadores espessos.

A produção é boa e contém sample de “I Dedicate (Part III)” da Brandy, entretanto, não deixa de ser uma faixa filler. Isso não é surpreendente, uma vez que trata-se da décima oitava faixa do repertório. Por causa da longa duração do álbum, uma canção como essa acaba tornando-se dispensável. “Views”, a canção que dá título ao álbum, é a penúltima faixa do mesmo. Ela começa com uma amostra amplificada de “The Question Is” do grupo gospel The Winans. A introdução desta música lhe dá um grande potencial, assim como possui um bom rap. É uma canção grandiosa, astuta e, por vezes, dramática. A batida, fornecida por Maneesh, é refrescante, poderosa e mantém um bom equilíbrio ao lado do conteúdo lírico. Aqui, o rapper apresenta algumas inesperadas letras de auto-conhecimento. “Se eu fosse você eu não iria gostar de mim também”, ele admite. A última faixa do repertório é o hit “Hotline Bling”, single lançado em 31 de julho de 2015. Produzido por Nineteen85, ela possui fortes amostras da canção “Why Can’t We Live Together” (1972) de Timmy Thomas.

“Você costumava ligar no meu celular / Tarde da noite, quando você precisava do meu amor”, Drake canta no começo dessa música incrivelmente cativante. Ele faz isso sem soar emotivo ou melodramático, pelo contrário, seus versos estão no ponto e sua voz boa como sempre foi. Sua entrega lírica em “Hotline Bling” está totalmente crua e honesta, sem sucumbir em generalizações ou clichês. As letras não contam uma história, esta é uma canção ao modelo antigo do rapper. “Hoje em dia, tudo que faço é / Me perguntar se você está se empinando para outra pessoa”, ele questiona em outro momento. Ele é um cara pensando profundamente alto e canalizando o ciúmes que sente por sua ex-namorada. Musicalmente, “Hotline Bling” é uma canção de R&B que cintila através de uma ótima melodia, brilhantes riffs e de uma espetacular linha de baixo. Tudo somado, “Views” é um projeto bem sólido. Ele tem um corpo de trabalho interessante, uma variedade de sons e algumas boas composições. Drake permaneceu fiel ao seu estilo na maior parte do tempo, mesmo com algumas surpresas. Apesar do seu longo comprimento, o disco flui sem maiores problemas.

Eu, provavelmente, o teria apreciado ainda mais, se tivesse no máximo quatorze músicas. Sua longa duração causou alguns efeitos negativos, como, por exemplo, a repetição. Entretanto, mesmo com esse contratempo, é agradável de se ouvir todo o álbum. O repertório é preenchido, em boa parte, por canções mid-tempo sobre relacionamentos. Em quase todas elas, a produção é de alto nível. Definitivamente, Noah “40” Shebib, o responsável por grande parte da produção, fez um ótimo trabalho. Liricamente, “Views” peca em alguns pontos. Além das faixas de maior destaque, ele pouco impressiona em suas letras. Aqui, o encontramos relembrando relacionamentos do passado, e refletindo sobre sua cidade natal e atual vida de sucesso. A maioria dos refrões ficaram carentes de um gancho cativante, consequentemente, a maioria deles não são tão memoráveis. Em contrapartida, a habilidade de Drake em cantar e fazer rap é um dos elementos-chave. É impressionante a capacidade dele em atingir o mesmo nível emocional em ambas técnicas vocais. Isso é algo que o diferencia de sua concorrência no hip-hop. Embora não seja melhor que suas grandes obras, “Take Care” e “Nothing Was the Same”, “Views” ainda é um ótimo álbum.

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Favorite Tracks: “Feel No Ways”, “Weston Road Flows”, “Faithful (feat. Pimp C & DVSN)”, “Controlla”, “One Dance (feat. Wizkid & Kyla)”, “Too Good (feat. Rihanna)”, “Summers Over Interlude” e “Hotline Bling”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.