Resenha: DNCE – DNCE

Lançamento: 18/11/2016
Gênero: Pop, Funk, Dance Rock
Gravadora: Republic Records
Produtores: Aaron Z, Albin Nedler, Ilya Salmanzadeh, Kristoffer Fogelmark, Mattman & Robin, OzGo, Rami Yacoub e Sir Nolan.

DNCE é um projeto paralelo de Joe Jonas, com Jack Lawless na bateria, Cole Whittle no baixo e teclado, e JinJoo Lee na guitarra. O grupo assinou com a Republic Records e lançou o seu primeiro álbum, “DNCE”, em 18 de novembro de 2016. O single de estreia da banda, chamado “Cake by the Ocean”, é incrivelmente cativante e foi muito bem recebido nas paradas musicais. Nos últimos anos, Joe Jonas foi um pouco ofuscado por seu irmão Nick. Uma vez parte do trio Jonas Brothers, Joe lançou seu primeiro álbum solo em 2011. Apesar de apoiar a turnê Femme Fatale de Britney Spears, o álbum teve dificuldades para emplacar. Em 2015 DNCE foi formado depois que Joe e seu amigo Jack Lawless decidiram trabalhar juntos. Eles recrutaram JinJoo Lee e a busca por um quarto membro os levaram até Cole Whittle. Esse ano eles receberam a luz verde da gravadora para lançar um álbum completo após o sucesso de “Cake by the Ocean” e do EP “Swaay”. Provavelmente, muitas pessoas esperavam que o álbum completo fosse repleto de canções pop genéricas. Sem dúvida, muitos foram surpreendidos ao descobrir que o álbum é repleto de hits em potencial. Basicamente, “DNCE” é um registro pop e funky extremamente divertido. Há muitos destaques nesse disco, com cada canção possuindo potencial e longevidade de um single de sucesso. Sobre as 14 faixas do disco, DNCE raramente diminui o ritmo das coisas, com suas batidas poderosas, guitarras funnky, melodias cativantes e falsetes encantadores de Joe Jonas.

É certo dizer que “Cake by the Ocean” é um dos momentos de destaque aqui, mas o restante das faixas também são muito agradáveis. O álbum começa com “DNCE”, uma faixa simples e apropriadamente intitulada, que serve como o tema principal. É a introdução ideal para os estilos diferentes dos membros que compõem a banda. Resumidamente, essa canção possui todos os elementos que levaram a banda ao sucesso. “DNCE” encarna perfeitamente o estilo funky-pop nos transportando para uma típica festa dos anos 80. A instrumentação de retrocesso realmente leva o ouvinte de volta ao tempo, algo que o conteúdo lírico também faz. O primeiro single do álbum, “Body Moves”, é um funk-rock e dance-pop com uma melodia incrivelmente sexy. Além da melodia encantadora, a canção ainda tem uma batida muito infecciosa. É, sem dúvida, uma das músicas mais interessantes de todo o álbum. A já conhecida “Cake by the Ocean” é uma canção disco e funky excepcionalmente cativante. A dupla sueca Mattman & Robin, juntamente com o DNCE e Justin Tranter, escreveram uma faixa muito atraente que dominou estações de rádios durante 2016. Rapidamente, o baixo e os energéticos handclaps prendem sua atenção, antes das guitarras darem uma vibração disco brilhante para a música. De alguma forma, as interjeições cantadas por Joe Jonas criam uma experiência auditiva muito fresca e divertida. Quando você perceber, já estará balançando a cabeça junto com a batida.

Joe Jonas guia a canção com um desempenho vocal muito sensual, enquanto a banda impressiona com instrumentos dominantes. Liricamente, a faixa contém uma borda cheia de insinuações sexuais. Ela certamente possui um significado subjacente maduro e sexual. “Você é uma fantasia da vida real / Mas você se move com tanto cuidado / Vamos começar a viver perigosamente”, Jonas canta no refrão viciante. A vibe predominantemente funky e disco, por sua vez, proporciona uma tomada moderna de ambos gêneros. Embora a letra de “Doctor You” deixe a desejar, ela possui uma vibe disco-funky muito interessante. Com sua influência oitentista e elementos de soul, essa canção proporciona 3 minutos de pura alegria. Com uma energia incrivelmente relaxante e falsetes em potencial, “Toothbrush” é outra canção muito agradável. Uma faixa disco mid-tempo, com um bom conteúdo lírico e ritmo sensual. DNCE prova, definitivamente, que sabe como fazer uma música pegajosa. Uma das poucas músicas que decepcionam no álbum é “Blown” com Kent Jones. Por outro lado, “Good Day” apresenta um coro acústico fantástico. No melhor de sua simplicidade, essa música põe um pé num som mais indie. Ademais, oferece um solo de guitarra elétrica muito interessante próximo do seu final. Em seguida, DNCE surpreende na balada “Almost”, um dos momentos mais lentos do álbum. É uma vitrine ideal para Joe Jonas mostrar mais dos seus vocais. Sua letra é certamente uma das mais fortes e profundas do registro.

Uma balada agridoce conduzida por uma guitarra acústica, que mostra uma direção sonora completamente diferente. Outra balada relaxada e soulful é “Truthfully”, décima faixa do repertório. É mais uma canção que mostra as habilidades de Joe Jonas para compor. “Naked”, por sua vez, mostra o seu incrível falsete, enquanto passeia por uma produção exageradamente energética e lustrosa. Enquanto “Be Mean” mostra o porquê o fator funky é um destaque nesse álbum, “Zoom” soa diferente de qualquer outra coisa encontrada por aqui. Sua letra é adorável e o ritmo, guiado por um riff de baixo, muito interessante. A brilhante “Pay My Rent” é outra canção disco claramente influenciada pelo legado de Prince. É uma das faixas do EP “Swaay” que também entrou, por uma boa razão, no álbum. Uma fusão perfeita de nostalgia e música moderna, que incorpora todos os elementos que fazem desse álbum algo atraente e divertido. Apesar do seu título, “Unsweet” é o oposto do que aparenta ser. Ela encerra o registro com a mesma perspectiva refrescante da primeira faixa. No geral, DNCE criou um disco consistente, retrô e muito delicioso de se ouvir. Seu auto-intitulado álbum é um projeto que destaca os pontos fortes deles como banda. A instrumentação inspirada pelo funky é, certamente, o melhor atrativo do seu som. Embora “DNCE” não seja o álbum para procurar reflexões existenciais ou conteúdo profundo, as letras são muito divertidas, refrescantes e combinam com sua estética sonora. Enquanto não é um álbum impecável, “DNCE” é sem dúvida um registro despreocupado e muito cativante.

Favorite Tracks: “DNCE”, “Body Moves” e “Cake By the Ocean”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.