Resenha: Curumin – Boca

Lançamento: 26/05/2017
Gênero: Rock Psicodélico
Gravadora: OAR
Produtores: Luciano Nakata Albuquerque, Lucas Martins e Zé Nigro.

Curumin, nome artístico de Luciano Nakata Albuquerque, é um cantor brasileiro descendente de japoneses e espanhóis, cuja música incorpora elementos de hip-hop, jazz, bossa nova e samba. Lançado em 26 de maio de 2017, “Boca” é o título do seu quinto álbum de estúdio. O álbum possui treze faixas e produção concedida por Curumin, Lucas Martins e Zé Nigro. Curumin é um artista muito criativo e tenta, mais uma vez, inspirar a reflexão sobre diferentes temas sociais, conflituosos e políticos. Para absorver um disco como este, é necessário uma audição cuidadosa e repetitiva. Pois não é um material acessível ou inteiramente radiofônico. O repertório possui muito elementos escondidos no seu interior, seja as diversas camadas vocais, batidas, ritmo psicodélico ou diferente estética sonora.

É um disco curto, com apenas 35 minutos de duração, com melodias e versos muito bem trabalhados. “Boca” é o primeiro disco do cantor desde “Arrocha” (2012) e, ao contrário do projeto citado, é muito mais experimental e menos dançante. Faixas como “Boca Pequena No. 1” e “Tramela” possui rimas de outros artistas, tais como Russo Passapusso e Rico Dalasam, respectivamente. Enquanto a ótima “Prata, Ferro, Barro” fornece uma vibe reggae, a percussiva “Cabeça” contém uma natureza incrivelmente psicodélica. Além disso, o álbum contém mais três faixas bônus, incluindo a soulful “Boca Cheia” (com Indee Styla). Mesmo não sendo fácil de digerir, “Boca” possui uma identidade e serenidade muito interessante. É nítido que Luciano Albuquerque está indo na direção certa. Ele possui autenticidade e talento suficiente para conquistar os mais diferentes públicos.

Favorite Tracks: “Bora Passear”, “Prata, Ferro, Barro (feat. Lucas Martins & Luê)” e “Terrível”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.