Resenha: Brett Young – Brett Young

Lançamento: 10/02/2017
Gênero: Country, Folk
Gravadora: Big Machine Label Group
Produtor: Dann Huff.

Brett Young é um cantor nascido na Califórnia, que quase virou jogador de beisebol. Uma lesão no cotovelo o afastou do esporte em 2003, consequentemente, ele se conectou à música e por aí seguiu. Sua carreira musical começou de forma independente, antes dele assinar um acordo com a Big Machine. Os primeiros frutos de sua nova gravadora foi um EP auto-intitulado, que gerou o single “Sleep Without You”. Essa canção tornou-se um hit nos Estados Unidos, chegando a atingir a #3 posição da parada de singles country. Em 10 de fevereiro de 2017, o cantor lançou o seu primeiro álbum de estúdio, o auto-intitulado “Brett Young”. Apesar de certas tendências, felizmente ele não abraçou o típico bro-country que tantos cantores masculinos amam. Em vez disso, seu álbum é um conjunto de 12 faixas com refrões cativantes, melodias radiofônicas e baladas emotivas. A voz de Young é muito suave e o disco, no geral, é um tanto quanto diverso. Ele co-escreveu quase todas as faixas do álbum, enquanto Dann Huff ficou a cargo da produção.

O repertório é praticamente intercambiável, com todas as músicas focando no amor. É um material satisfatório e até agradável em determinados pontos. Basicamente, Brett Young fez o que supostamente qualquer cantor novato na indústria faria: jogar pelo lado seguro, não se arriscar e tentar atrair o máximo de airplay para si. O álbum abre com a já mencionada “Sleep Without You”, uma canção cativante projetada especialmente para as rádios. Vocais soulful carregam essa música, que descreve o quanto Young ama sua namorada. A mid-tempo “Close Enough” tem um lado funky e repetidas linhas, tais como: “Eu não posso chegar perto o suficiente / Eu não posso te aproximar o suficiente”. Suas batidas são bem cativantes, mas não é uma música liricamente profunda. “Like I Loved You” é uma canção groove e rádio-friendly, enquanto o segundo single, “In Case You Didn’t Know”, mostra o talento de Young para criar uma sólida balada. Essa faixa reflete sobre um homem que expressa seus sentimentos e garante que seu amor é verdadeiro. Outra balada encantadora sobre o amor é “Olivia Mae”. Essa canção descreve uma busca admirável de uma garota pelo romance de sua vida.

Sonoramente, ela mistura os clássicos sons de pop e soul, com a produção country de Dann Huff. Em seguida, o álbum pega um ritmo com a otimista “Left Side of Leavin'”, ao passo que fornece um som nostálgico em “You Ain’t Here to Kiss Me”. Um dos destaques do álbum, “Back on the Wagon”, explora uma relação tóxica que possui velhos hábitos e não consegue acabar. Apesar do tema desgastante, é uma canção sonoramente refrescante. Após a descontraída “Making Me Say”, temos a mid-tempo “Memory Won’t Let Me” e sua letra sobre coração partido. O álbum fecha com a nota otimista de “Beautiful Believer” e a balada de piano “Mercy”. A emoção crua de Young é muito bem compartilhada em “Mercy”. Uma faixa que funciona bem em mostrar o lado sensível e emotivo do cantor. É uma balada que ele escreveu sozinho e onde temos alguns riffs de piano realmente lindos. Brett Young não quebra qualquer molde com este álbum, tampouco ele tentou fazer isso. Ele criou uma coleção honesta de canções country modernas, que irão tentar fornecer uma base para futuros trabalhos. Em suma, é um álbum bem mediano, tratando-se de produção, conteúdo e processo criativo.

Favorite Tracks: “Sleep Without You”, “In Case You Didn’t Know” e “Back on the Wagon”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.