Resenha: Boogarins – Lá Vem a Morte

Lançamento: 07/06/2017
Gênero: Rock Psicodélico
Gravadora: OAR
Produtores: Boogarins e Bonifrate.

A banda goiana Boogarins, composta por Dinho Almeida, Benke Ferraz, Raphael Vaz e Ynaiã Benthroldo, costuma sair de zona de conforto a cada novo lançamento. O seu terceiro álbum de estúdio, intitulado “Lá Vem a Morte”, é experimental, eletrônico, psicodélico e introspectivo. É um disco muito curto, com apenas oito faixas e menos de 30 minutos de duração. Mais uma vez, o talentoso quarteto brasileiro tentou se reinventar. “Essas músicas são um reflexo da falta de sensibilidade que vivemos. Talvez seja hora de ser forte, jogar a hipocrisia fora e enfrentar os maus e os bons sentimentos ao mesmo tempo. Encontre uma verdade profunda, além da infinita superficialidade de nossos dias”, escreveu Dinho Almeida ao apresentar o álbum. Cada faixa do repertório possui o objetivo de agarrar o ouvinte e transportá-lo para um diferente lugar. Desde a primeira faixa, “Lá Vem a Morte Pt. 1”, até a última, “Lá Vem a Morte Pt. 3”, somos apresentados a um trabalho coeso, conceitual e bem-sucedido.

A banda utilizou samples, tons eletrônicos, arranjos peculiares e vozes de fundo a fim de criar um ambiente escuro e submerso. “Lá Vem a Morte” é outro disco poderoso de uma banda Grammy-Winner que vem sendo elogiada desde que surgiu. Com as novas experimentações feitas aqui, este registro parece ser uma verdadeira e autêntica transição para o Boogarins. Desta vez, eles optaram por sons mais eletrônicos, porém, sem deixar para trás o território rock-psicodélico. O repertório é cheio de reflexões e marcado por letras pessoais sobre relacionamentos. Destaque para o carro-chefe do álbum, “Elogio à Instituição do Cinismo”, um maravilhoso rock-psicodélico co-produzido por Bonifrate. Pontuada por viciantes riffs de guitarra, efeitos sonoros e frágeis vocais, é um dos maiores acertos do registro. Na primeira escuta, “Lá Vem a Morte” pode parecer um álbum complicado e difícil de se ouvir, entretanto, mostra com propriedade a estética estranhamente cativante do Boogarins.

Favorite Tracks: “Foimal”, “Onda Negra” e “Elogio à Instituição do Cinismo”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.