Resenha: Betty Who – The Valley

Lançamento: 24/03/2017
Gênero: Synthpop, Eletrônica, Indie Pop
Gravadora: RCA Records
Produtores: Peter Thomas, Pretty Sister, Pop & Oak, Trevor Brown, Zaire Koalo, Oliver “Oligee” Goldstein, Vaughn Oliver, CJ Baran, Kyle Moorman, The Monsters & Strangerz, Mstr Rogers e Robopop.

A subestimada cantora australiana Betty Who, lançou um novo álbum em 24 de março de 2017. Intitulado “The Valley”, é um registro que mostra mais das capacidades artísticas da cantora. Mais uma vez, Betty Who aprofunda-se em aspectos vintage na sua produção musical. Este novo recorde mostra o crescimento de um gênero conhecido como indie-pop. Eu gostei do álbum de estreia de Betty Who. Era um disco realizado em diversas maneiras, com sintetizadores polidos e ganchos cativantes. Foi um álbum injustamente subestimado, portanto, era óbvio que Betty iria adotar a mesma fórmula em “The Valley”. À primeira vista, é um registro que pouco progride em relação ao som do “Take Me When You Go” (2014). Os ritmos funky flutuantes, refrões pop brilhantes e a produção infecciosa aparecem em abundância, ao lado de letras simples e ocasionalmente clichês.

Embora seja um disco contemporâneo e ousado em várias aspectos, Betty aprimorou o seu som e mostrou porquê deveria receber maior reconhecimento. Para começar, temos a faixa-título “The Valley” como uma pequena e brilhante introdução acapela. “Eu sei que você não me ama mais”, Betty canta aqui. Em seguida, o banger “Some Kinda Wonderful” surge com um som pop eufórico e alguns toques de R&B. É uma música que cresce em você à medida que escuta. Possui uma produção meio desordenada e barulhenta, mas é muito divertida. A partir daqui, o álbum é uma mistura de positividade efervescente e animada, embora seja uma reminiscência do “Take Me When You Go”. A estranha e igualmente interessante “Mama Say”, por sua vez, fornece uma batida infecciosa e entrega vocal vibrante de Betty Who.

O primeiro single, “Human Touch”, oferece uma batida tropical que poderia até conseguir um reconhecimento nas rádios. Seu refrão é instantaneamente pegajoso e dançante. Ao lado de “Pretend You’re Missing Me”, é a música mais moderna do álbum, devido ao uso de sintetizadores e batidas mais contemporâneas. “Free to Fly” traz influências de R&B e hip-hop e uma inesperada colaboração com o rapper Warren G. Sua estrutura é bastante semelhante a de “Some Kinda Wonderful”, embora seja mais acessível. Enquanto “Wanna Be” vê a cantora retornando a um som de assinatura, “Blue Heaven Midnight Crush” e “Make You Memories”, com o seu ótimo solo de guitarra na ponte, provocam grandes vibrações de nostalgia. A penúltima faixa, “Beautiful”, arredonda o álbum com um som funky alegre diretamente dos anos 70.

Por fim, Betty Who fecha o repertório com um cover encantador de “I Love You Always Forever” da cantora Donna Lewis. “The Valley” é uma coleção eficaz de faixas pop arrojadas que vê Betty experimentando influências mais pesadas de EDM e R&B. Suas letras, embora sejam um pouco clichês, são reflexivas e muito apaixonadas. Sua entrega vocal é adorável, limpa e proporciona diferentes notas e técnicas vocais. Com “The Valley”, a cantora mostrou que pode fazer um disco coeso de muitas maneiras. O repertório pode não ter algo suficiente para garantir que Betty seja uma estrela internacional. Mas suas canções de amor, desgosto e auto-empoderamento prendem a atenção com facilidade. São músicas feitas com tanta confiança que é quase impossível não abir um sorriso enquanto você as ouve.

Favorite Tracks: “Human Touch”, “Make You Memories” e “Reunion”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.