Resenha: Amy Macdonald – Under Stars

Lançamento: 17/02/2017
Gênero: Pop Rock, Soft Rock
Gravadora: Mercury Records / Vertigo Records
Produtores: Cameron Blackwood, Tim Bran, Roy Kerr, Andrew Britton, Ash Howes e Mikey Rowe.

Já fazia cinco anos que a cantora escocesa Amy Macdonald não lançava um disco. “Under Stars”, seu novo álbum de estúdio, é uma coleção de 11 faixas pop-rock e soft-rock. É um registro com um tom mais sério e talvez o seu mais coerente até o momento. Embora às vezes pareça comum demais, é um álbum que brilha e torna-se, em alguns momentos, inspirador. Amy Macdonald é a verdadeira luz por trás de cada faixa, pois trabalhou na escrita de todas elas. A cantora consegue iluminar cada composição com sua voz sombria e sensual. E, apesar de Macdonald ter trabalhado com uma série de novos produtores, o álbum ainda permanece fiel às suas raízes. Sua marca pop melódica ainda brilha através do “Under Stars”, um registro repleto de canções motivacionais. Em muitos pontos, o repertório aproxima-se dos clichês que marcaram seu último álbum, “Life in a Beautiful Light” (2012).

Entretanto, o foco de sua música nunca foi as letras, mas sim a melodia e desempenho vocal. Sua voz permanece muito boa, enquanto os refrões continuam sendo infecciosos. Dito isto, Amy Macdonald poderia ter acrescentado alguma diversidade ao seu som. Seu álbum de estreia, “This Is the Life” (2007), continua sendo sua oferta mais variada, com uma série de influências que não apareceram em seus álbuns subsequentes. “Under Stars” abre com “Dream On”, o primeiro single oficial. Essa faixa é uma sólida representação do álbum como um todo, pois é cativante, otimista e melodicamente grudenta. É uma música bem divertida e uma maneira adequada de começar o álbum. A faixa-título, “Under Stars”, é a canção mais temperamental do disco. Ela mostra o quanto Macdonald cresceu como compositora ao longo dos anos. Sonoramente, possui guitarra elétrica e um som mais alternativo.

Em parte alguma, o crescimento de Macdonald é mais aparente do que em “Down by the Water”. Uma canção doce e emocionante que se dilata à medida que avança. Além do acompanhamento gospel, pode se dizer que é a música mais folk do repertório. Através de “Down by the Water”, Macdonald desencadeia sua proeza vocal, utilizando uma melodia mais escura e lenta. Uma maneira apropriada para acentuar as letras pensativas. Conforme sua voz se junta à seção coral, a música transforma-se em algo ainda mais impressionante e mágico. A quinta faixa, “Leap of Faith”, surge com coros mais fortes e um divertido trabalho de guitarra. Enquanto isso, podemos apreciar o registro mais alto da cantora em “Never Too Late”. Aqui, cada modulação lírica e vocal foi cuidadosamente planejada para destacar a composição geral. Apesar de manter um estilo repetitivo, “Never Too Late” consegue ser abstratamente extravagante.

“The Rise & Fall” não me cativou instantaneamente, em grande parte devido às suas linhas repetitivas. A faixa seguinte, “Feed My Fire”, discute questões do coração, ao passo que “Prepare to Fall” dá alguns conselhos sobre a vida. Essa canção começa pacificamente com um doce riff de guitarra, antes de chegar a grandes alturas com seus sintetizadores. Por último, Amy Macdonald canta sobre sua ascensão na faixa “From the Ashes”. Sem dúvida, é um número mais grave do que estamos acostumados a ouvir da escocesa. Amy Macdonald cria letras positivas, melodias infecciosas e um som pop liricamente sincero. Sua marca pop-rock, certamente, atrai um público mais amplo. Embora seja padronizado, “Under Stars é uma encantadora coleção de histórias sobre a vida da cantora. Não é um disco fantástico, mas já pode ser considerado um dos seus melhores álbuns até a presente data.

Favorite Tracks: “Under Stars”, “Down by the Water” e “Never Too Late”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.