Lista: Os 20 melhores videoclipes de 2018

De Troye Sivan todo sensual em um armazém escuro à Beyoncé no Museu de Louvre com o seu marido Jay-Z. Aqui estão os 20 melhores videoclipes de 2018, segundo a Busterz Magazine!

Mesmo depois de tantos anos e tantos vídeos icônicos, o recurso visual ainda é uma excelente forma para um artista atrair fãs e novos ouvintes. Os videoclipes começaram a ser mais utilizados na década de 60 pelos Beatles e, posteriormente, teve um grande auge na década de 80, graças à MTV e artistas como Michael Jackson e Madonna. Este ano, muitos cantores e bandas surpreenderam com seus vídeos cheios de carisma, criatividade e efeitos visuais. Enquanto os Carters fizeram algumas declarações políticas, Ariana Grande optou por reviver uma geração em apenas 5 minutos. Confira a completa lista abaixo!


20. The 1975 – TOOTIMETOOTIMETOOTIME

O videoclipe de “TOOTIMETOOTIMETOOTIME” da banda The 1975 estreou no Spotify no formado vertical em agosto de 2018, enquanto a versão em tela cheia foi divulgada no YouTube duas semanas depois. Nele, podemos ver o vocalista Matt Healy interagindo com vários fãs da banda em alguns cenários coloridos. Geralmente, vídeos com fãs são meio desajeitados e sem graça – usados com a única finalidade de criar marketing. Entretanto, The 1975 evitou esse sentimento oportunista e preferiu focar na diversidade. Isso é retratado pelas diferentes pessoas que aparecem diante de tantas cores vívidas. É interessante ver as expressões de cada um – alguns sorriem enquanto outros são completamente inexpressivos. Uma coisa é certa, Matt Healy se divertiu bastante com a interação.


19. St. Vincent – Fast Slow Disco

Meses depois de lançar o “MASSEDUCTION” (2017), St. Vincent divulgou um novo single chamado “Fast Slow Disco”, um remix mais rápido de “Slow Disco”, uma das faixas do álbum. O videoclipe, por sua vez, é completamente sexy e sensual. Dessa vez, a cantora optou por uma balada gay onde ela aparece no meio de vários casais homossexuais usando calças de couro preto. Geralmente, Annie Clark costuma aparecer sozinha em seus vídeos, mas em “Fast Slow Disco” ela é acompanhada por vários homens. Há suor, agitação e muitos corpos entrelaçados uns com os outros – algo que a cantora descreveu como um “sonho de discoteca gay”. Dirigido por Zev Deans, o timing do lançamento foi muito apropriado, uma vez que foi compartilhado no mês do Orgulho Gay. O conceito do vídeo é muito simples, mas a estética é extremamente persuasiva.


18. Ariana Grande – no tears left to cry

O vídeo de “no tears left to cry” explora uma vida desorientada, a desilusão e as complexidades do nosso mundo. Ariana Grande utiliza várias roupas diferentes, incluindo um vestido verde volumoso. Dessa vez, a cantora evitou o seu famoso rabo-de-cavalo e optou por um estilo comprido e trançado. Inicialmente, o vídeo começa com uma introdução coral e uma vista panorâmica de uma cidade noturna cheias de arranha-céus. Grande aparece pela primeira vez em um corredor ladeado, antes de caminhar pelas paredes e tetos sob uma ilusão de ótica. Em outra cena, ela e seus dançarinos fazem alguns passos de dança com guarda-chuvas em um prédio. Esse foi o primeiro vídeo filmado por Ariana Grande após o atentado em Manchester, portanto, serve como um tributo encantador para o ocorrido. Todo o visual de “no tears left to cry” é fascinante e encanta pela beleza de seus efeitos.


17. Japanese Breakfast – Boyish

O projeto solo de Michelle Zauner, Japanese Breakfast, lançou um excelente vídeo para “Boyish”, uma canção suave com belos dedilhados de violão. O vídeo, dirigido pela própria Zauner, é lindo, triste e melancólico. Ela nos leva através de uma angústia e ansiedade adolescente ocasionadas por um baile escolar. Aqui, há uma garota vestida com um smoking observando tudo em sua volta de forma apaixonada. O vídeo captura perfeitamente a lenta tensão emocional da música – que esconde uma grande insegurança por trás do seu conceito. Em uma dança estrelada na formatura da escola, Japanese Breakfast toca com uma banda e inspira uma espectadora a pegar uma guitarra sozinha. No momento que ela pega a guitarra em um campo de futebol, acompanhada por um grupo de cheerleaders, tudo vira um verdadeiro sonho.


16. Kali Uchis – After the Storm (feat. Tyler, the Creator & Bootsy Collins)

Dirigido pela fotógrafa americana Nadia Lee Cohen, o videoclipe de “After the Storm” apresenta cenas de Tyler, the Creator como uma planta e Bootsy Collins em forma animada na estampa de algumas latas. Essa música é uma seda de R&B recompensada por um vídeo de alto orçamento, construído com base em um sonho americano. Grande parte das cenas parece inspirada pelos anos 50, especialmente a rotina caseira da Kali Uchis. Ademais, a forma como Tyler, the Creator é apresentado ficou bastante hilária. Ele começa na forma de uma semente, mas se transforma em uma planta bem cuidado que produz até seus próprios filhos. Destaque também para a estética da Kali Uchis, desde os cabelos até os acessórios coloridos!


15. Vince Staples – FUN!

Mês passado, Vince Staples lançou um novo álbum intitulado FM! (2018), e, para promovê-lo também divulgou um videoclipe para a faixa “FUN!”. O criativo videoclipe faz uma viagem por um bairro de Long Beach, Califórnia, através das lentes do Google Maps. Durante as cenas, há brigas, motos sendo roubadas, pessoas dançando e a brutalidade policial. É interessante notar que o vídeo não toca a música inteira, interrompendo antes do anúncio do E-40. Vince Staples aparece passeando pelas ruas, enquanto viajamos por diferentes áreas do bairro. Algumas cenas parecem contar a história de criação do rapper. É um vídeo diferente de tudo que já vimos antes – e, além de ser muito realista, faz você sentir como se estivesse no aplicativo percorrendo aleatoriamente pelas ruas. Mas a parte que amarra tudo surge nos segundos finais, quando percebemos que tudo é observado do ponto de vista de um garoto branco usando seu computador no quarto.


14. Jay Rock – King’s Dead (feat. Kendrick Lamar & Future)

Kendrick Lamar comendo milho, imagens inspiradas no “O Lobo de Wall Street”, vertigens de palmeiras absurdamente altas e passos de dança em arranha-céus, são alguns dos aspectos interessantes que tornam o vídeo de “King’s Dead” tão cativante. Dito isto, o zoom do trio de rappers em diferentes arranha-céus é realmente impressionante, já que os edifícios estão perfeitamente alinhados. Outra cena muito boa acontece quando Kendrick Lamar recita seu verso no meio de um cruzamento de carros em alta velocidade. A direção do vídeo é realmente muito boa, por isso é tão divertido e empolgante, para se dizer o mínimo. A parte mais hilária é aquela onde Lamar come milho em cima de uma palmeira bem alta. Mas à medida que a música e a batida assumem uma atmosfera mais sinistra, o vídeo também apresenta uma transformação.


13. A$AP Rocky – A$AP Forever (feat. Moby)

“A$AP Forever” é uma música que faz muito sentido, já que a névoa agradável da amostra de “Porcelain” se encaixa perfeitamente com o estilo drogado do A$AP Rocky. O vídeo da também é muito bem executado e dirigido. Ele possui uma estética que lembra os anos 90, uma edição criativa e múltiplas cenas e camadas. A câmera se transforma a medida que Rocky cospe cada linha. Os cenários de Nova York desempenham um papel central no vídeo. A cidade em que ele fez seu nome pela primeira vez é um local apropriado para uma música que celebra o orgulho de sua cidade natal. A maior parte da força do vídeo vem da pós-produção, graças ao interessante trabalho da câmera. Isso dá a sensação de ser uma sequência contínua, em vez de várias vinhetas reunidas. É frenético até perto da marca de 2 minutos, quando as coisas desaceleram e o conceito tirado das letras do Moby ocupa o centro do palco. Inevitavelmente, o clipe faz uma homenagem ao vídeo original de “Porcelain”, dando um zoom no olho do rapper enquanto o sample entra em cena.


12. Travi$ Scott – SICKO MODE (feat. Drake)

Dirigido por Dave Meyers, o vídeo de “SICKO MODE” foi filmado em Houston, Texas. No início, vemos Drake andando pela rua com o sol nas costas. Espelhando-se nas batidas da música, o clipe nos leva a diferentes lugares conforme ouvimos os versos alternativos do Travi$ Scott e Drake. Em resumo, há um milhão de coisas acontecendo. Scott pode ser encontrado sobre um cavalo, fazendo serenata para mulheres seminuas nos trilhos do trem e trabalhando como professor de matemática. Além disso, em vários momentos uma mulher rebola a bunda no globo ocular do Drake. Dave Meyers já criou alguns dos melhores videoclipes de hip-hop. Ele fez de Kendrick Lamar o papa da egomania em “HUMBLE.”, colocou Missy Elliott em uma casa de horrores em “Get Ur Freak On” e transportou o OutKast para um projeto habitacional com capim roxo em “Bombs Over Baghdad”. Agora, ele aplicou sua lente caleidoscópica na psicodelia do parque temático de Travis Scott. O resultado é uma paisagem multidimensional cheia de efeitos especiais totalmente condizente com a música. Assim como a música, o clipe é um turbilhão de idéias diferentes. Imagens estilizadas das ruas de Houston e festas pós-apocalípticas em uma piscina encontram seu lugar.


11. Janelle Monáe – Pynk (feat. Grimes)

O enredo do videoclipe de “Pynk” encontra Janelle Monáe, juntamente com um grupo de outras mulheres, dançando em um deserto, tendo uma festa do pijama e sentadas em uma piscina, enquanto expressam apreço pela vagina. Monáe veste calças que se assemelham às partes femininas com a mesma naturalidade que usaria um jeans, enquanto várias outras mulheres aparecem ao seu redor. Ela é vista abraçando a atriz Tessa Thompson, que em determinado momento aparece entre as suas pernas. Insinuando para o futuro, o vídeo começa com um carro pairando sobre uma estrada deserta e vazia. Depois ela cavalga com suas amigas no conversível rosa ao lado de uma montanha. O componente sexual é frequentemente sussurrado e encoberto em artigos de sexo em geral. Para ela, “pussy power” não é apenas direcionado para os direitos das mulheres, mas como uma apreciação de uma parte do seu corpo que ela ama.


10. Kendrick Lamar & SZA – All the Stars

O vídeo de “All the Stars”, single da soundtrack do filme “Pantera Negra”, celebra a cultura africana. Dirigido pela equipe por trás de “HUMBLE.” do Kendrick Lamar, o clipe é uma festa similarmente colorida – incluindo SZA rodopiando por uma galáxia. As cores vibrantes e a paisagem são uma verdadeira festa para os olhos. “All the Stars” parece até um mini-filme, em vez de um videoclipe. As estrelas que aparecem sobre o cabelo da SZA possuem o formato do continente africano. Kendrick observa dançarinos se apresentarem para ele do lado de fora dos barracos, antes de caminhar por uma floresta acompanhada de panteras negras. Em outras cenas, SZA é abalada por enormes penas cor-de-rosa, enquanto o rapper se encontra no que parece uma tumba egípcia cercada de estátuas. Desde as roupas até a dança e aos magníficos cenários, a cultura africana é reverenciada e colocada em um pedestal da forma que realmente merece.


09. Drake – Nice for What

Dirigido por Karena Evans, o videoclipe de “Nice for What” mostra diversas mulheres realizando suas atividades, incluindo natação, dança, modelagem e reunião de negócios. Em um movimento sábio, Drake resolveu homenagear as mulheres de uma forma muito gratificante. O clipe possui a presença de Olivia Wilde, Misty Copeland, Issa Rae, Rashida Jones, Jourdan Dunn, Tracee Ellis Ross, Hadith Tiffany, Yara Shahidi, Zoe Saldana, Elizabeth Lejonhjärta, Victoria Lejonhjärta, Letitia Wright, Bria Vinaite, Emma Roberts, Syd e Michelle Rodriguez. Não apenas a música é excelente, mas o videoclipe é extremamente emponderador – graças a presença de tantas mulheres poderosas e encorajadas. Aqui, Evans e Drake conseguem o equilíbrio perfeito de capacitação e arte. Em cada turno, “Nice for What” exala uma aura sensual e poderosa sobre a grandeza feminina. Em primeiro lugar, a música traz uma amostra deliciosa de “Ex-Factor” da Lauryn Hill. E o que torna o vídeo tão importante, é que não se trata apenas de um estado performativo ou de um monte de mulheres bonitas andando por aí. É uma celebração para as mulheres talentosas que prosperam através do seu trabalho.


08. Rosalía – MALAMENTE (Cap 1: Augurio)

O belo videoclipe de “MALAMENTE” foi lançado simultaneamente com o single. Filmado em Badalona, ele mostra Rosália na zona urbana da cidade, recriando um tráfego constante de caminhões que existe em sua cidade natal. Inicialmente, o olhar sério e desafiador de um adolescente leva à expressão de Rosalía. Força e superioridade predominam desde o início. No entanto, ao longo do retrato audiovisual, essa supremacia é dividida entre cenas em que a vulnerabilidade de Rosália – em contraste com as letras – está se tornando visível. A mistura de imagens une muitas tradições espanholas em um mesmo lugar. Em determinado momento, um toureiro a coloca em sua moto durante um quadro congelado, enquanto um personagem religioso com vestimenta roxa voa com seu skate. Há também uma cena onde Rosalía aparece vestindo uma jaqueta amarela e dançando com outras mulheres na parte traseira de um caminhão. O vídeo também se torna relevante – analisando desde a pós-produção até a perfeita edição – ao conseguir criar uma sincronia elegante e altamente medida.


07. LCD Soundsystem – oh baby

O videoclipe do LCD Soundsystem para “oh baby” é um mini-drama de 6 minutos dirigido por Rian Johnson (Star Wars: O Último Jedi) e estrelado por Sissy Spacek e David Strathairn. Questões sobre a vida e a morte são retratadas de forma muito comovente e emocional. Inicialmente, os personagens parecem felizes juntos, mas o final é incrivelmente dramático e triste. O casal de cientistas consegue decifrar um código e monta um dispositivo de teletransporte improvisado em sua garagem. Eles fazem alguns testes utilizando uma bola de basquete e um galo. O drama do videoclipe aumenta rapidamente a partir daí. Há cenas de violência e um final ambíguo. O que está sendo retratado é menos importante do que a consonância do tom efêmero da canção e a sinceridade das imagens de um casamento cotidiano perto do fim de sua jornada. Não há diálogo falado, mas Spacek e Strathairn dão tudo de si, comunicando seus medos e desejos em breves vislumbres, longos olhares e toques lúdicos. A premissa do vídeo é interessante e envolvente, e a música torna tudo ainda melhor. À medida que a canção chega ao seu final, o vídeo fornece um clímax cheio de ternura e amor.


06. Janelle Monáe – Make Me Feel

Janelle Monáe passou sua carreira sendo inspirada pelo Prince e David Bowie. Seu último vídeo, “Make Me Feel”, é uma homenagem sincera ao famoso vídeo de “Kiss”. Aqui, ela mostra de forma excitante como a força de uma mulher sexualmente libertada pode parecer. Ao ser vista sem sutiã, com calças transparentes e rastejando pelas pernas de outras mulheres, Monáe mostra uma perspectiva positiva do seu próprio corpo. A história do vídeo é baseada em um triângulo amoroso entre ela, um homem e uma mulher. Utilizando essa imagem sexualmente fluída, a música se torna um hino para aqueles que se relacionam com a experiência bissexual. Quando este vídeo foi lançado, Janelle Monáe ainda não tinha se assumido pansexual. Então, ela nos oferece uma cena onde literalmente não consegue decidir se fica com Tessa Thompson ou o ator masculino. De qualquer maneira, ela acaba dançando e se divertindo com os dois. O vídeo é muito bem feito – cada corte flui muito bem, e cada cena é ao mesmo tempo artística e íntima. Monáe usa trajes extravagantes, juntamente com uma dança talentosa, para complementar os riffs de guitarra e os ritmos animados da música. Em outras palavras, o vídeo de “Make Me Feel” é visualmente deslumbrante!


05. Troye Sivan – My My My!

O vídeo estroboscópico de “My My My!” possui um aviso inicial que diz: “Este vídeo pode potencialmente conter gatilhos de convulsão para aqueles com epilepsia fotossensível. A discrição do espectador é aconselhada”. Vestindo uma jaqueta de couro, uma regata e botas de salto alto, Troye Sivan se vangloria de seu papel de popstar gay. Durante o vídeo incrivelmente sensual, Sivan dança no meio de um armazém vazio, enquanto é acompanhado por vários homens sem camisa, que inclui o modelo e ator pornô Brody Blomqvist. Sobre a batida eletrônica, o cantor aparece dançando e sensualizando sem qualquer pudor. Depois de lançar este vídeo, ficou claro que Troye Sivan deixou as imagens inocentes para trás e passou a ser um artista sexy e incrivelmente confiante. Em “My My My!”, ele está mais liberto e seguro de si mesmo. Trata-se de uma jornada da autodescoberta adolescente e da alegria que se pode experimentar com isso. O brilhante videoclipe transmite sua mensagem, já que começa com Troye Sivan levantando os braços enquanto uma máquina de vento bagunça sua camisa preta, estilo Michael Jackson. O rosto fumegante e olhar radiante do cantor é iluminado por luzes estroboscópicas, complementando perfeitamente as vibrações do beco escuro cheio de homens com olhares eróticos.


04. Ariana Grande – thank u, next

No vídeo de “thank u, next”, Ariana Grande e a diretora Hannah Lux Davis prestam homenagem à clássicas comédias românticas das últimas duas décadas. Grande encarna personagens como Regina George de “Meninas Malvadas” e Elle Woods de “Legalmente Loira”. É um aceno cativante para os filmes favoritos de sua juventude. Dito isto, o vídeo se encaixa muito bem na música, já que as letras soam como um filme adolescente. A narrativa é realmente parecida com o diário de uma adolescente, então, nesse aspecto, o vídeo é perfeito. Enquanto isso, não há referências ocultas aos ex-namorados da cantora, além de algumas piadas que sugerem que Pete Davidson é muito bem dotado. A nostalgia do início dos anos 2000 é uma vitória para Ariana Grande. Ela não é a primeira artista a fazer um videoclipe inspirado em filmes mundialmente conhecidos. Iggy Azalea e Charli XCX, por exemplo, interpretaram “As Patricinhas de Beverly Hills” em “Fancy”, enquanto Charli, ao lado de Troye Sivan, abordaram hilariamente “The Matrix” e “Titanic” no vídeo de “1999”. No entanto, Grande supera isso em uma certa escala, porque, naturalmente, ela usa algo um pouco mais experiente. “Meninas Malvadas”, “Teenagers – As Apimentadas”, “Legalmente Loira” e “De Repente 30” são filmes confortavelmente animadores. Nessas comédias, os relacionamentos fracassados ​​são uma oportunidade de crescimento – e tudo casa perfeitamente com “thank u, next”. Ariana Grande recriou esse quarteto de comédias clássicas ao lado de grandes amigos, como Troye Sivan e Liz Gillies, além de várias estrelas dos filmes originais. Como se toda repercussão não fosse suficiente, o vídeo quebrou recordes e tornou-se o mais assistido no YouTube em 24 horas, com mais de 55,4 milhões de visualizações na plataforma.


03. The 1975 – Love It If We Made It

O excelente vídeo de “Love It If We Made It” possui cenas de silhuetas intercaladas com imagens de notícias que são mencionadas nas letras da música. É uma visão impressionante do mundo em pleno 2018. Além de ser uma das melhores músicas do ano, “Love It If We Made It” também possui um dos vídeos mais essenciais de 2018. Uma viagem colorida sobre assuntos atuais da cultura pop, que pisca entre imagens de guerra e selfies, heróis e vilões. e imagens de jovens que são afetados por tais incidentes. O ritmo incessante do clipe possui tantas referências que é necessário assisti-lo várias vezes para notar todas elas. No vídeo, você encontrará referências à crise do plástico, Milo Yiannopoulos (o comentarista político de direita), Black Friday, Eric Garner (homem afro-americano morto em 2014), a privatização do sistema prisional, a Igreja Batista de Westboro, Harvey Weinstein (magnata do cinema acusado por abuso sexual), selfies, os tumultos de Londres, Alan Kurdî (um menino de três anos que morreu afogado no mar Mediterrâneo em meio à crise européia de refugiados), Lil Peep, o desastre de Torre Grenfell, Brett Kavanaugh, Donald Trump, Kanye West, os ataques do World Trade Center e o iPhone. Entre tantas referências em poucos minutos, aquela que mais chama atenção é a homenagem a Michael Jackson. Uma referência à “geração MTV” que mostra Matt Healy e alguns dançarinos acompanhando a icônica dança de “The Way You Make Me Feel”.


02. THE CARTERS – APESHIT

O videoclipe de “APESHIT” foi dirigido por Ricky Saiz e filmado no Museu de Louvre em Paris em maio de 2018. O formidável clipe de 6 minutos abre com um homem de asas agachado, enquanto sinos e sirenes são usados em segundo plano. A partir desse momento, surgem imagens visuais sugerindo comparações entre a riqueza, status e a realeza da arte renascentista. A narrativa visual avança para revelar os corredores vazios no Louvre e a dupla posando em frente à Mona Lisa, obra-prima de Leonardo da Vinci. Uma vez que a música começa a tocar, Beyoncé e Jay-Z aparecem no topo de uma escadaria de mármore, enquanto seus dançarinos se debruçam sobre os degraus. Estátuas e pinturas como “Vitória de Samotrácia”, “Vênus de Milo” e “A Coroação de Napoleão” são apresentadas ao longo do vídeo. Em outros momentos, Beyoncé e Jay-Z fazem rap na frente de uma esfinge egípcia, e em galerias com pinturas neoclássicas francesas. Além disso, podemos captar breves vislumbres de um par de figuras negras na pintura de Paolo Veronese, “O Casamento em Caná”, onde Jesus transformou água em vinho, bem como uma rápida olhada em “Portrait of a Negress” de Marie-Guillemine Benoist, uma representação de uma mulher negra olhando inocentemente para o espectador. Com os dançarinos alinhados nos corredores de inspiração agostiniana do Museu de Louvre, os Carters lembram os Estados Unidos do quão meticulosos eles são ao se dirigirem à NFL e ao Grammy. O casal mais poderoso da indústria sabe como impressionar!


01. Childish Gambino – This Is America

Eis que chegamos no melhor videoclipe de 2018: “This Is America” de Donald Glover, mais conhecido por Childish Gambino. O vídeo é um comentário sobre o estado atual da sociedade americana em relação à violência armada e à desigualdade racial. Tudo começa com uma filmagem contínua de um armazém abandonado, enquanto a música é tocada sobre um alegre coro. A câmera continua passando por um homem negro tocando violão em uma cadeira. Glover se vira lentamente e começa a dançar dramaticamente no caminho, até fazer uma pausa ao lado do velho, cuja cabeça está agora coberta por uma bolsa. Ele pega uma arma, puxa o gatilho e atira no homem na parte de trás da cabeça, que cai morto no chão. Glover olha para a câmera e diz o título da música: “This is America”. Coreografado por Sherrie Prata, Gambino e seus dançarinos executam vários movimentos de dança, incluindo a ‘South African Gwara Gwara’ e ‘Shoot’, popularizado por BlocBoy JB. O vídeo está repleto de metáforas e significados ocultos, incluindo as Leis de Jim Crow, o tratamento de armas e à Igreja de Charleston. É nesse momento que ele pega um fuzil e atira no coral de pessoas que estão cantando. Isso é estranhamente semelhante ao tiroteio na igreja de Charleston no verão de 2015, quando Dylann Roof, um supremacista branco, assassinou nove pessoas com uma arma. O vídeo termina com Gambino correndo em uma parte escura do depósito, enquanto é perseguido por várias pessoas brancas. Ele contém uma linguagem muito forte e várias cenas envolvendo violência. O que torna esse vídeo tão intrigante são as dezenas de metáforas ocultas e o grande nível de arte exibida por Childish Gambino e seus colaboradores.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.