Depois de todo mundo, finalmente deixo minha homenagem ao David Bowie!

Por Gabriel Sacramento

David Bowie faleceu no dia 10 de janeiro, em decorrência de um câncer. Dois dias depois do seu aniversário e lançamento do novo disco Blackstar. Hoje, depois de quase toda a Internet, eu decidi escrever minha homenagem à uma das mentes mais criativas da história da música. Creio que você já leu muita coisa por aí. Esse é somente um pequeno escrito que exprime a minha opinião acerca de um artista que aprendi a gostar e se tornou, facilmente, um dos meus favoritos. Nos últimos tempos, eu estava ouvindo bastante o Bowie, devido aos seus últimos lançamentos – singles, videoclipes e o álbum inteiro. Por isso, fiquei bem chocado quando soube que o artista tinha morrido, na segunda (11). Para mim, isso representou uma lamentável perda não somente para o rock, mas para a música no geral. Comecei a ouvir o cantor com Let’s Dance (1983) e claro, com um disco tão bom e cheio de hits, é difícil não gostar. Só que quando dei o play em The Man Who Sold The World, logo me assustei: Não parecia o mesmo artista do álbum dançante e moderno que tinha ouvido.

Sua música era tão diferente, o que me deixou mais intrigado com relação à sua carreira. Logo fui me aprofundando em seus discos, personagens e conceitos, me surpreendendo a cada mudança que ele fazia. Então percebi que se tratava não de um artista comum, mas de um gênio. Ele encontrou a conexão perfeita entre o teatro e a música. Ao incorporar seus personagens, Bowie passava a pensar como eles e, consequentemente, compor como eles. Daí vem as diferenças entre os discos e fases, originadas pela alternância de personagens. Bowie também era ator. Para ele, unir a ideia de assumir um papel com a música era algo simples, fácil, mas para quem ouve sua obra é algo bem complexo e difícil de compreender. Isso acontece, por exemplo, no disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust  and the Spiders from Mars (1972), no qual, Bowie assume o papel de um rockstar. Obviamente, o disco segue uma tendência roqueira bem expressiva. Ou seja, seus personagens guiavam a direção da sua música. Um músico que nunca se fixou à estilo musical: O britânico experimentou diversos gêneros em sua música, sempre surpreendendo seus ouvintes.

Geralmente, o estilo musical dita as regras que os músicos devem seguir – em um disco de jazz, as regras do estilo ditam o que cada músico, em sua função, deve fazer para conseguir uma boa sonoridade. Não com o Bowie. Em sua música, ele quem ditava como os estilos deviam se comportar, para contribuir com sua massa sonora. E sempre funcionava. Os estilos obedeciam as regras que o músico impunha e, mesmo quando muito diferentes, se adaptavam para formar uma única e agradável forma de som – A música do David Bowie. Se fosse falar exatamente o que penso e abordar todos os detalhes da sua genialidade, ficaria aqui escrevendo um texto absurdamente grande. Por isso resolvi parar por aqui. Espero que este texto, assim como os outros sobre ele, te faça querer conhecer e entender o trabalho desse grande artista que nos deixou. Para sintetizar tudo que disse nessas linhas acima: David Bowie era um artista genial, incomparável e extremamente criativo, que influenciou muita gente e deixou um legado importantíssimo, difícil de ser batido. Rest in Peace, Bowie.

Estudante de Engenharia de Computação, entusiasta de fotografia e escritor/blogger. Um conhecedor desconhecido. Um ouvinte incomum que tenta encontrar sentido em tudo.