Best New Track: Kelela – Frontline

Lançamento: 08/09/2017
Gênero: R&B Alternativo, Eletrônica
Produtor: Jam City
Escritores: Kelela Mizanekristos e Romy Madley Croft.

Kelela surgiu na cena musical em 2013 com a mixtape “Cut 4 Me”, mas foi em 2015 com o EP “Hallucinogen”, que ela realmente se solidificou como uma das mais fortes artistas de R&B. Ela possui vocais sensuais que nos lembram algumas cantoras de sucesso da década de 90, como Aaliyah e Brandy. “Hallucinogen” é um EP incrível e poderoso que mostrou Kelela explorando de forma significativa todas as suas profundidades emocionais. Em 2017, ela finalmente se viu preparada para lançar o seu primeiro álbum de estúdio. “Take Me Apart” está previsto para ser divulgado em 06 de outubro de 2017. Depois de anunciar o primeiro single do álbum, chamado “LMK”, Kelela lançou “Frontline” em 08 de setembro de 2017. Ela estreou esse single durante um episódio da série “Insecure” da HBO. A faixa com mais de 5 minutos de duração apresenta o vocal de Kelela deslizando sobre uma bela produção R&B. É um número com elementos de trap, em vez do típico dance que a cantora costuma fornecer. É, sem dúvida, um passo na direção certa.

“Frontline” é uma canção nebulosa e desafiante, com um refrão sincopado e verdadeiramente marcante: “Chore e fale sobre isso, querido / Mas não seja inútil”. Construída sobre ondas esparsas, batidas trap subjacentes e um poderoso vocal, é uma música incrivelmente atrativa. Embora as letras de Kelela tenham fundamentado o seu trabalho num território R&B familiar sobre amor e perda, sua música sempre empurrou os seus limites artísticos. Anteriormente, ela trabalhou com vários produtores de música eletrônica e dance na mixtape “Cut 4 Me”. E, dessa vez, ela recrutou nomes de peso para o disco “Take Me Apart”, tais como Arca e Ariel Rechtshaid. Para “Frontline”, ela juntou-se novamente a Jam City, a fim de desenhar lutas inspiradas em batidas densas e sintetizadores cintilantes. Ao longo de 5 minutos e meio, as melodias permanecem dinâmicas e a voz de Kelela igualmente flexível. Em entrevistas, ela falou que o álbum é uma celebração da feminilidade negra nos EUA, e “Frontline” mostra a sua verdade através da música.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.