Best New Music: Adrianne Lenker – symbol

Lançamento: 21/09/2018
Gênero: Indie rock, Folk rock
Produtor: Andrew Sarlo
Compositor: Adrianne Lenker.

Adrianne Lenker, vocalista da banda Big Thief, anunciou recentemente que está prestes a lançar um novo álbum solo chamado “abysskiss”. O álbum, que será lançado no mês que vem via Saddle Creek, foi pré-estrelado pelo lindo primeiro single “cradle”, e uma segunda prévia foi compartilhada. “symbol” é tão delicada e bela quanto seu antecessor, e Adrianne Lenker explicou o seu significado em um comunicado de imprensa. “Enquanto eu estava descansando por uma semana entre as turnês, ‘symbol’ veio”, ela disse. “Acho que nasceu da sensação de querer sentir-se em casa em algum lugar em meio ao cansaço de viagens constantes”. “Cradle”, o single principal do “abysskiss”, é uma balada acústica sutil e incrivelmente linda. E assim como a citada, “symbol” prospera através de arpejos brilhantes arrancados a dedo e uma entrega vocal arejada. Mas desta vez a melodia é carregada por um pulso urgente que eu não percebi até ouvir pela segunda vez. É surpreendente o quanto Adrianne Lenker ainda pode fazer com apenas um violão. Em “symbol”, ela escolheu uma linda melodia em seu violão – o tipo de arpejo que você pode aperfeiçoar – e canta graciosamente sobre a alegria que ela encontra na companhia de outra pessoa.

Como ela diz: “Você não diz que o sorriso sempre me faz bem”. É um sentimento encantador e caloroso que combina bem com a natureza descontraída da música. Há alguns toques atmosféricos ao redor de sua voz, mas principalmente o seu violão. Com Adrianne Lenker, a beleza sonora nunca está longe e “symbol” se desenrola através de belos refrões – marcando-a novamente como uma artista que tem a capacidade atingir o coração do ouvinte. Aqui frases são repetidas até se transformarem em mantras, torcendo e transformando cada sílaba até que elas engulam tudo ao redor. Cada palavra é deliberadamente amarrada, até mesmo as pausas e o silêncio carregam algum peso emocional. A melodia do violão e a batida abafada que compõem a cena estabelecem uma base para os vocais de Lenker. À primeira vista, “symbol” não tem nada fora do comum, mas ouvi-lá atentamente ir revelar detalhes que a trazem para um novo território: como o ritmo eletrônico abaixo dos acordes, a voz subitamente harmonizada consigo mesma na ponte, a chegada de uma guitarra e a surreal amostras vocais cortadas quando a música chega ao fim. Em última análise, enquanto “symbol” é uma música modesta, ela tem um riff rotativo e uma leve percussão que encanta com grande facilidade!

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.